12 janeiro 2011

Preparação do 25 Abril










Manuel da Costa Braz integra a 05 de Fevereiro de 1974 a Comissão de Redacção, da qual fazem parte também, Melo Antunes, José Maria  Azevedo e Sousa e Castro, para reformular o que viria a ser o Programa do Movimento dos Capitães.

É relevante referir que o trabalho "encomendado" em 5 de Fevereiro à nova Comissão de Redacção, foi objecto de apreciação e discussão em reunião de análise e fusão de três projectos - o meu, o de Melo Antunes e o de Sousa e Castro sendo eu o coordenador -  em casa do então major da FAérea Fernando Seabra em Algés, com elementos de todos os Ramos das FArmadas.Converteu-se no chamado "Documento de Cascais" - O Movimento da Forças Armadas e a Nação - lido por Melo Antunes e Vitor Alves em Cascais em instalações proporcionadas pelo Arq Braula Reis exactamente um mês depois, em 5 de Março e constituiu um elemento de base do Programa do MFA cuja redacção essencial foi da autoria de Melo Antunes. Não assisti a essa memorável reunião, retido em casa com anginas e 39 graus de febre. Mas tive pena, porque ali se tomaram decisões relevantíssimas para o desenvovimento do processo depois de acesa discussão e algumas exitações.
Sei que a descrição feita por Otelo em "Alvorada em Abril" e por Vasco Lourenço em "Do Interior da Revolução"estão precisas e exactas.



Texto da autoria de Manuel da Costa Braz.
















Em 8 de Março de 1974, Manuel da Costa Braz integra a Comissão Política do MFA juntamente com Víctor Alves, Almada Contreiras e Vasco Gonçalves.



" "Houve o "Movimento dos Capitâes", que arrastou outros escalões - esboçou-se o "Movimento dos Oficiais das Forças Armadas-MOFA", mas um conveniente e por isso diligenciado alargamento dos intervenientes e de representação levou ao "Movimento das Forças Armadas-MFA" e só este veio a gerar um Programa, que contou com a relevância do activismo dos capitães, elementos nucleares da execução das operações em 25 de Abril. "


Texto da autoria de Manuel da Costa Braz.













Manuel da Costa Braz participa em representação Exército, de uma reunião em 1 de Abril de 1974 para discussão e aprovação do Programa Movimento dos Capitães.







Nota – Textos sobre a preparação do 25 de Abril extraídos  de   “25 de Abril. Breve exercício recordatório da minha intervenção” 







2 comentários:

  1. É relevante referir que o trabalho "encomendado" em 5 de Fevereiro à nova Comissão de Redacção,foi objecto de apreciação e discussão em reunião de análise e fusão de três projectos-meu,de Melo Antunes e Sousa e Castro sendo eu o coordenador- em casa do então major da FAérea Fernando Seabra em Algés, com elementos de todos os Ramos das FArmadas.Converteu-se no chamado "Documento de Cascais"-O Movimento da Forças Armadas e a Nação-lido por Melo Antunes e Vitor Alves em Cascais em instalações proporcionadas pelo Arq Braula Reis exactamente um mês depois, em 5 de Março e constituiu um elemento de base do Programa do MFA cuja redacção essencial foi da autoria de Melo Antunes. Não assisti a essa memorável reunião, retido em casa com anginas e 39 graus de febre. Mas tive pena,porque ali se tomaram decisões relevantíssimas para o desenvovimento do processo depois de acesa discussão e algumas exitações.
    Sei que a descrição feita por Otelo em "Alvorada em Abril" e por Vasco Lourenço em "Do Interior da Revolução"estão precisas e exactas.

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  2. Houve o "Movimento dos Capitâes",-que arrastou outros escalões-esboçou-se o "Movimento dos Oficiais das Forças Armadas-MOFA",mas um conveniente e por isso diligenciado alargamento dos intervenientes e de representação levou ao "Movimento das Forças Armadas-MFA" e só este veio a gerar um Programa,que contou com a relevância do activismo dos capitães,elementos nucleares da execução das operações em 25 de Abril.

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